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Diretrizes para Exercícios Durante e Após Tratamento do Câncer de Próstata. IV artigo sobre o tema (vide publicações anteriores)

Effects of Cancer Treatment and Adverse Effects Relevant to Physical Activity. Medicine & Science in Sports & Exercise: july 2010 - Volume 42 - Issue 7 - pp 1409-1426

A maior causa de morte em pacientes com câncer de próstata, é a doença cardiovascular e não o próprio câncer. Para esta doença está bem estabelecido o papel protetor dos exercícios. Apesar de afetar principalmente os velhos, o câncer de próstata tem sido (de modo crescente) diagnosticado em homens mais jovens (não são raros casos em homens na década de 40 anos de idade,por exemplo). Para os pacientes mais velhos com câncer de próstata, se sobrepõe o risco de morte por problemas cardiovasculares também muito comuns neste grupo. Recomenda-se portanto, mesmo para os pacientes com câncer de próstata, as condutas preconizadas na prevenção de problemas cardiológicos pelas Sociedades Brasileiras de Cardiologia e Hipertensão Arterial. Existem 12 estudos a respeito das intervenções indicadas para pacientes com câncer de próstata. Evidência Categoria A: Segurança. Seis (6) dos doze (12) estudos que tratavam do tema segurança, mostraram que sua prática é segura para pacientes sobreviventes do câncer de próstata.Também foi investigado se os exercíicos podem alterar negativamente o PSA. Exercícios de musculação (resistência) e aeróbicos não afetaram de modo adversos o PSA após 12 a 24 semanas de treinamento. Os níveis de PSA também não foram afetados negativamente após exercícios de resistência de grande intensidade. Evidência Categoria A: "Fitness" Aeróbico. Os estudos mostram que os treinamentos de resistência e aeróbicos aumentam a capacidade aeróbica de pacientes em tratamento para supressão na produção de testosterona (hormônio masculino) ou radioterapia ou ambos. Dois trabalhos que indicavam um estilo de vida de baixa intensidade para os pacientes, não mostrou nenhum efeito positivo. Evidência Categoria A: Força Muscular. A prática de exercícios de resistência e aeróbicos por pacientes tratados com radioterapia e supressão do hormônio testosterona, aumenta a força muscular em todos segmentos corpóreos. Evidência Categoria B: Volume e Composição Corpórea. A intervenção com exercícios produziu melhora pelo menos em uma das variáveis mensuradas, inclusive com controle de peso e/ou prevenção de ganho de tecido gorduroso ou manutenção/aumento da massa magra durante a terapia de supressão da testosterona (7/12 trabalhos). Outros trabalhos (5/12) não mostraram este benefício. Evidência Categoria B: QOL (Qualidade de Vida). Seis (6) estudos mostraram um efeito positivo significativo da prática de exercícios e quatro (4) não. Um dos estudos mostrou melhora na Qualidade de Vida com a prática de exercícios de resistência mas não com o treinamento aeróbico. Evidência Categoria A: Fadiga. Estudos mostram a eficácia da prática de exercícios na redução da fadiga em pacientes portadores do câncer de próstata. A redução da fadiga é relatada em pacientes que recebem terapia para supressão de testosterona ou radioterapia ou ambas. Exercícios praticados em casa e/ou de baixa intensidade também resultam em redução da fadiga para pacientes em supressão da testosterona ou radioterapia. Somente 1 trabalho (1/12) mostrou que exercícios praticados em casa não resultaram em redução da fadiga. Evidência Categoria B: Função Física. 4/12 estudos monstraram efeitos positivos dos exercícios na função física dos pacientes em tratamento com supressão androgênica (redução da testosterona). Os exercícios praticados foram de resitência, aeróbicos ou ambos. Outros resultados. Atualmente existe limitado conhecimento sobre o efeito da prática de exercícios na persistência de toxicidades terapêuticas - como função sexual e incontinência urinária - nos sobreviventes do câncer de próstata. Um estudo recente indica que homens que receberam radioterapia dentro de 18 meses, o nivel de atividades físicas está associada positivamente o desempenho sexual. Um estudo observacional mostrou menor índice de incontinência em pacientes com peso normal e que são fisicamente ativos quando comparados com sobreviventes obesos e sedentários. Atualmente existem grandes estudos a respeito do papel dos exercícios em outras toxicidades persistentes após tratamento do câncer de próstata, como a saúde do esqueleto (prevenção de osteoporose).


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