Mais de 22 estudos randomizados - com altos índices de confiabilidade - mostraram a segurança e eficácia da prática de exercícios por pacientes com câncer de mama durante a quimioterapia e/ou a radioterapia.
Evidência Categoria A: dos 22 estudos que avaliaram a prática de exercícios em pacientes com câncer de mama, 13 mostraram alguns efeitos adversos mas todos concluiram que é segura a realização de exercícios durante o tratamento do câncer de mama.
Evidência Categoria A: Exercícios Aeróbicos. Todos estudos (10) que avaliaram a prática de exercícios durante a quimioterapia e/ou radioterapia mostraram significativos ganhos na capaciedade aeróbica. Os exercícios variaram de caminhadas até aulas estruturadas/ supervisionadas de exercícios aeróbicos, de resistência e de flexibilidade.
Evidência Categoria A: Força Muscular. Todos estudos (5) que avaliaram os efeitos do treinamento para o aumento da força muscular durante o tratamento do câncer de mama, mostraram melhoras significativas. Os treinamentos incluiram exercícios aeróbicos e específicos para aumento da força muscular.
Evidência Categoria B: Tamanho e Composição Corpórea. Seis (6) estudos avaliaram os efeitos da prática de exercícios na melhora do pêso, do índice de massa corporal (IMC) e da composição corpórea durante tratamento do câncer de mama. Dois (2) destes estudos não mostraram benefícios dos exercícios no volume corpóreo ou na sua composição. A percentagem de gordura melhorou em 3 estudos, com maior queda de pêso (2 estudos) em pacientes que praticaram exercícios programados quando comparadas com pacientes com prática de atividades físicas do dia-a-dia. Houve grande melhora do índice de massa corporal (com redução de componente gorduroso do corpo) em pacientes que praticaram exercícios específicos -treinamento de resistência - durante a quimioterapia.
Evidência Categoria B: Qualidade de Vida ("QOL"). Quatro (4) estudos randomizados mostraram que exercícios aeróbicos, de resistência e intervenções de alongamento, melhoram a qualidade de vida em portadoras de câncer de mama durante a quimioterapia e a radioterapia. Três (3) estudos não mostraram tal resultado.
Evidência Categoria B: Fadiga. Sete (7) estudos randomizados estudaram a eficácia dos exercícios para reduzir a fadiga durante a quimioterapia. Quatro (4) mostraram um importante efeito positivo; três (3) não mostraram nenhum efeito benéfico. O estudo "Supervised Trial of Aerobic versus Resistance Training Trail" mostrou que exercicios aeróbicos ou de resistência não diminuiram a fadiga durante a quimioterapia para o câncer de mama.
Evidência Categoria B: Ansiedade. Caminhadas, conselhos através de chamadas telefônicas, susporte em hospitais ou clínicas, se mostraram benéficos no contrôle da ansiedade em 3 de 5 estudos avaliados.
Outros Resultados: existem evidências que o treinamento pode melhorar a função física, a densidade mineral dos ossos, a movimentação dos braços, o sono, os níveis de hemoglobina (anemia), e vários aspectos psicológicos (como auto-estima e humor) durante o tratamento do cÂncer de mama. Exercícios também podem reduzir sintomas e efeitos adversos associados à quimioterapia ou radioterapia, incluindo reduções na duração de trombocitopenia (queda de plaquetas pelo tratamento oncológico), do período de estada em hospital, das visitas a médicos generalistas, da duração de diarreia (possível em alguns esquemas de tratamento), e da dor.
Dois estudos mostraram ausência de riscos para aparecimento de linfedema em pacientes que praticam exercícos aeróbicos e de musculação (resistência) durante a quimioterapia.
Finalmente, um estudo mostrou que exercícios aeróbicos protegem da possível redução na densidade mineral da coluna lombar. Um outro estudo (J Support Oncol. 2009;7:101-7) comparando uso de ácido zoledrônico (Zometa) versus caminhadas, na proteção contra perda na densidade mineral, mostrou que o uso de Zometa é efetivo.
Nota: resultados de um estudo Categoria A são mais confiáveis que um estudo Categoria B.