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Diretrizes de Exercícios para Pacientes com Câncer e Sobreviventes

Guidelines Urge Exercise for Cancer Patients, Survivors. NCI Cancer Bulletin. June 29,2010. Volume 7/ Number 13

Painel composto por 13 pesquisadores conhecedores do câncer, da obesidade, da necessidade de adequação na composição corpórea ("fitness") e treinamento físico, está empenhado em promover a disseminação de importante mensagem para pacientes com câncer e, também, para os sobreviventes: evite a inatividade. O painel se reuniu no último ano na "American College of Sports Medicine (ACSM)" para discutir e criar diretrizes para exercícios e atividades físicas em pacientes que estão em tratamento ativo para o câncer ou que tenham completado seus tratamentos. Além de promover os benefícios dos exercícios e das atividades físicas neste grupo de pacientes, houve grande concordância a respeito da necessidade de implantação formal de programas específicos para pacientes, durante e logo após seus tratamentos. Este programa é o equivalente ao programa de reabilitação cardíaca. Benefícios dos exercícios são bem documentados em certo número de cânceres, principalmente no combate da fadiga e na manutenção da função física, ambos diretamente ligados a qualidade de vida. Hoje se estimam 12.000.000 de sobreviventes nos EUA e este número - felizmente - aumenta exponencialmente, indicando a necessidade da melhora na qualidade de vida. A evidência mais robusta é para pacientes que completaram tratamento ativo do câncer, afirma Dr. Kerry Courneya da University of Alberta que conduziu alguns estudos clínicos de atividades físicas em pacientes com câncer. Dr. Courneya, responsável por uma sessão educativa no último congresso da ASCO (Chicago, EUA, Junho 2010), constatou que pacientes podem fazer muito mais atividades do que originalmente se acreditava, mesmo quando estão em quimioterapia ou radioterapia. Exercícios relativamente leves, como caminhadas pequenas, são benéficos e podem produzir ganhos em relação a não fazer nada. Importante a adequação dos exercícios aos vários tipos de câncer, bem como aos efeitos colaterais dos vários tratamentos, por exemplo: aumento do risco de fraturas ósseas e efeitos na função cardíaca. Recomendações específicas e contraindicações para exercícios já estão disponíveis para pacientes com cânceres de mama, próstata, cólon (intestino), ginecológico e hematológico, pois são os tipos de câncer para os quais o painel de estudo acredita haver suficiente número de evidências para sua recomendação. A prática de exercícios produz melhora na auto-imagem e na composição corporal. No primeiro caso muitas cirurgias são extensas ou são realizados tratamentos que podem alterar a aparência física e afetar radicalemnte sentimentos como atratividade sexual. Alterações na composição corpórea são muito comuns em pacientes com câncer, com razões que variam para cada local de origem da doença. Alguns tipos de câncer, como os de origem gastrointestinal e de cabeça-pescoço são tipicamente associados com perdas de peso e de massa muscular, às vezes são tão intensas que impedem pacientes de se levantar da cadeira. Neste grupo, exercícios podem ajudar aumentar a massa muscular. No câncer de mama, os tratamentos sistêmicos podem levar a grande ganho de peso. Nestas pacientes a prática de exercícios pode levar a perda de peso, perda de tecido adiposo (gordura) e adequação no índice de massa corporal. Também se encontrou alguma evidência - mas ainda não definitiva - de que exercícios regulares podem melhorar a sobrevida livre de progressão e a sobrevida global em pacientes com câncer de mama. Dr. Courneya afirma ter dados excitantes mas ainda experimentais nesta área. nota: voltaremos ao assunto em nosso próximo informativo.


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